quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ailton Damião





CPB: Nome e idade?
 
Ailton: Meu nome é Ailton Damião e tenho 53 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você!
 
Ailton: Divido meu amor entre minha família, a música, o Direito e a Querida Portela.
 
CPB: Como você chegou à Ala Ary do Cavaco, a Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba?
 
Ailton: Cheguei à Ala Ary do Cavaco em 1996 à qual tive a honra de ser apresentado pelo próprio Ary, então presidente da Ala. Embora eu já frequentasse a Portela há muitos anos.
 
CPB: Desde quando você compõe?
 
Ailton: Eu componho desde 1975.

CPB: O que você falaria para um Compositor que está chegando agora à PORTELA?

Ailton: Se eu tivesse que aconselhar a um novo Compositor de nossa respeitada Ala Ary do Cavaco, eu diria a ele ou ela que, antes de tudo fique ciente de sua responsabilidade, respeite o nosso pavilhão e agisse com honestidade e lealdade no mister de sua arte.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?
 
Ailton: Meus ídolos no mundo do samba são Martinho da Vila e obviamente, nosso Mestre Monarco.
 
CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA!
 
Ailton: Em 1976 já disputava festivais de mpb e concursos de sambas de enredo no grupo principal das Escolas de Samba de Juiz de Fora e outras cidades de MG onde graças a Deus logrei um número expressivo de vitórias no desfile principal. No ano 2000 tive a honra de ter minha obra, em parceria, representando a Portela na Sapucaí e contribuido com as notas 10, que garantiram o desempate e colaboraram para que a Majestade do samba permanecesse o grupo especial.
 
CPB: O que é ser PORTELA?
 
Ailton: Para mim, ser PORTELA é ser feliz por ter sempre no olhar as gotas que transbordam um mar de esperança na vitória que virá.
 
CPB: Você tem algum sonho como Compositor? Qual?
 
Ailton: Meu sonho como compositor é que meu filho se orgulhe também de minha obra e que ela possa atingir e tocar as pessoas que amam e valorizam uma boa música.
 
CPB: No evento de Samba-Enredo da PORTELA para 2014, após as mudanças ocorridas na Escola, o que você espera da nova proposta?
 
Ailton: Quanto ao novo quadro que se apresenta na Portela, vislumbro um futuro otimista considerando que Pessoas de alto nível moral estão participando dessa empreitada.Tomara que os compositores sejam merecedores do respeito incondicional e das homenagens por parte da nova administração.
 
Muito obrigado por este espaço e pela oportunidade de me manifestar perante meus pares através do BLOG que tão bem nos representa.
 
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece a sua participação!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Celso Lopes


CPB: Nome e idade?

Celso de Andrade Lopes e tenho 39 anos.
 
CPB: Mesmo sendo conhecido, fale um pouco sobre você!
 
Sou nascido e criado em Marechal Hermes, venho de uma família de portelenses, meu pai é músico formado, tocava trombone em bailes de carnaval. Com toda certeza herdei dele esta veia musical. Amo cantar e compor.
 
Vejo a música como uma coisa mágica, sem explicação, nela a gente se consola, se alegra e traz felicidade para outras pessoas. Tento conciliar a música com a profissão de bombeiro militar.
 
CPB: Como chegou à PORTELA?
 
Sempre frequentei a quadra da PORTELA em ensaios, cortes de samba, etc... tinha minhas composições e sempre fui meio tímido, até que em 2001 resolvi deixar a timidez de lado e me inscrever num festival chamado Fábrica do Samba, onde os compositores se apresentavam nas escolas de samba em que faziam suas inscrições. Ali, como portelense, vi uma grande oportunidade de divulgar o meu trabalho no palco da minha escola de coração. Já na minha primeira apresentação tive uma experiência maravilhosa. o mestre Monarco, campeão desta edição do concurso, se apresentou antes de mim, e ao descer do palco, sorrindo, me desejou boa sorte. naquele momento, senti uma energia muito positiva e fiz uma grande apresentação, cantando um samba chamado tristeza no peito, com o qual segui por algumas semanas na disputa.
 
Em 2005 fui convidado pelo compositor Cristiano Moreno para participar do concurso de sambas de quadra da PORTELA. Em parceria com Paulinho Carvalho (ex-Grupo Raça) compomos “Minha inspiração”, para participar do concurso.
 
Em 2006, já na Ala de Compositores, participei do meu primeiro concurso de sambas de enredo (Os Deuses do Olimpo na terra do carnaval......) em parceria com Serginho Procópio e Abú, aí já viu né... tomei gosto pela coisa e estou aí até hoje.
 
CPB: Desde quando você compõe?
 
Desde os 14 anos.
 
CPB: Qual é (são) o(s) seu(s) ídolo(s) no mundo do samba?
 
Meus maiores ídolos são Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz e Délcio Luiz.
 
CPB: Fale um pouco de suas experiências no samba!
 
As coisas pra mim no mundo do samba aconteceram meio de repente. apesar da minha timidez, eu cantava em festas de amigos e as pessoas gostavam muito. Assim, sempre que acontecia algum evento em que se formava uma roda de samba, e eu estava presente, me convidavam pra cantar. Isso me ajudou muito, pois fui me apaixonando e me entregando cada vez mais à carreira de compositor, pois eu sempre gostei de cantar músicas de minha autoria.
 
Como já disse, as coisas aconteceram muito rápido; me inscrevi no concurso Fábrica do Samba em 2001.
 
Em 2003 participei de um concurso de samba no bloco Badalo de Santa Tereza, posteriormente participei do concurso de sambas de quadra da PORTELA, fui finalista nas disputas de samba de enredo na portela para os carnavais de 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011. Fui campeão de samba enredo para o carnaval 2008 no GRES Uraiti, em parceria com Serginho Aguiar. Fui campeão de samba enredo para o carnaval 2012 no GRES Imperadores da Zona Sul (carnaval do Uruguai), em parceria com Serginho do Porto.
 
Ao longo dessa minha pequena trajetória como compositor, agradeço a Deus e me sinto muito feliz por ter sambas em parceria com grandes sambistas como: Marquinhos de Oswaldo Cruz, Bandeira Brasil, Serginho Procópio, Charlles André, João Carlos Filho, Fernando Magarça, Paulinho Carvalho, Jefinho, Marquinho Índio, Sérginho Aguiar, Dinei, Serginho do Porto e outros, com os quais aprendi muito.
 
CPB: O que você como antigo compositor portelense falaria com os jovens compositores da escola?
 
Em primeiro lugar, fazer parte da maior Ala de Compositores do mundo é maravilhoso. a cada dia temos que provar que merecemos estar ali. devemos honrar o pavilhão portelense, respeitar as tradições de nossa Escola, respeitar os compositores mais antigos, lutar para que a nossa ala continue sendo respeitada no mundo do samba, mostrar nossas músicas, cantar, descontrair, ser família e acima de tudo ter humildade, pois sempre temos algo a aprender.
 
CPB: O que é ser PORTELA?
 
Não é difícil traduzir este sentimento. Ser portelense é ser feliz, é amar o samba e suas raízes, é ter orgulho de ser azul e branco, é ser verdadeiro e leal ao nosso pavilhão.
 
CPB: Qual é o seu sonho como compositor?
 
Meu sonho, como o de todo compositor, é ser reconhecido pela minha obra. Quero ganhar uma disputa de sambas de enredo na PORTELA, com um grande samba, e gostaria que esse samba ajudasse a nossa Escola a ser campeã. Tenho também, o projeto de gravar um CD.
 
CPB: No concurso de samba-enredo da PORTELA em 2013, o samba de sua parceria foi um dos mais comentados, o que você espera do concurso 2014?
 
Primeiramente gostaria de mandar um abraço aos meus parceiros em 2013, Neyzinho, Flávio, Charles e Fadico.
 
Como compositor me sinto muito feliz com os comentários sobre o nosso samba. Penso que devemos ter os pés no chão, trabalhar forte e com humildade a cada eliminatória, pois temos grandes concorrentes.
 
Para 2014 tenho certeza de que será escolhido o samba que melhor irá representar a nossa querida PORTELA na avenida.
 
Obrigado pela oportunidade. Um abraço a todos do CPB. Fiquem com Deus e até a próxima.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece sua participação!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vinícius




 


CPB: Nome e idade. 
 
Vinicius Ferreira Silva, 27 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você! 
 
Vinícius: Sou nascido e criado no subúrbio carioca, em Guadalupe e Marechal, amante do carnaval carioca e do samba e suas vertentes.
 
CPB: Como você chegou à ala de compositores mais importante do mundo do samba? 
 
Vinícius: Sempre fui músico e compositor, e mostrava a minha vontade de compor para escolas de samba a quem quisesse, mas na verdade acredito que havia certo tipo de preconceito pela minha pouca idade e nenhuma experiência em disputas de samba. até que um amigo em comum da minha família e da família do Neyzinho do Cavaco, Valdir, fez questão de me apresentar a parceria do Neyzynho, e daí rolou um respeito e uma cumplicidade entre nós a ponto de levar meu primeiro samba à final na disputa para o ano de 2010.
 
CPB: Desde quando você compõe? 
 
Vinícius: Estudei música com o apoio do meu pai, e desde que comecei a tocar na noite, ainda muito novo (13 anos) tive o incentivo total dos meus pais e família, e principalmente de um tio, que também vem a ser meu padrinho, devaldo ferreira (defé) e sempre foi envolvido com o samba, me presenteou com um cavaquinho, e foi meu primeiro parceiro musical.
 
CPB: O que você falaria para um compositor que está chegando agora à PORTELA?
 
Vinícius: Fui muito bem recebido na ala, principalmente pelos mais experientes. quando cheguei fiquei um pouco intimidado, pois sem dúvida a ala de compositores da portela é um celeiro de personalidades, compositores que ouvi a vida inteira e sempre admirei, mas percebi depois que o respeito faz parte da sabedoria que todos eles carregam, e hoje sou uma gota procurando espaço nesse mar de poetas. portanto, o que digo é: seja bem vindo!
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do mundo do samba? 
 
Vinícius: No certo, teria que responder todos. sou fã de quem faz bem ao samba, e faz samba bom, no entanto acredito que aqueles que crescemos ouvindo tem lugar cativo em nosso coração... Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Noca da PORTELA, Paulinho da Viola, Silas de Oliveira, Luiz Carlos da Vila, Beto sem braço, Candeia, e Paulo da PORTELA por todo bem que ele fez ao samba.
 
CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no samba! 
 
Como já comentei comecei no samba enredo a pouco tempo(2009 para 2010), porém tem sido constante a minha presença nas disputas da portela, final em 2010, semi-final em 2011 e final novamente na última disputa inclusive em outras escolas. sentindo também o gosto de algumas finas, como foi na Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarépagua e um campeonato na Vila Santa Teresa, acesso b.
 
CPB: O que é ser PORTELA?
 
Vinícius: Ser portela é admirar, respeitar, se comover, sentir, ter esperança, entender, amar, chorar e sorrir.
 
CPB: Você tem algum sonho como compositor? qual? 
 
Vinícius: Ser campeão na PORTELA principalmente, também em outras agremiações, ganhar um estandarte de ouro e ter outras composições gravadas por artistas do mundo do samba e mpb em geral. no fim, acho que o que todo compositor quer é ser reconhecido.
 
Obs: Vinícius também integra o Grupo Jaqueira.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece sua participação!

sábado, 22 de junho de 2013

Luis Carlos Magalhães

 


 
Entrevista com o Diretor Cultural da PORTELA
 
CPB: Nome e idade?
 
Luis Carlos Magalhães. Tenho mais de sessenta. E não fiz este ano, não...
 
CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Sou carioca, advogado, 3 filhos (sendo um de 2 anos), tricolor, menino de zona norte (Lins de Vasconcelos), estudante do Pedro II, filho de mãe supercarnavalesca, influenciado pelos carnavais da Unidos do Cabuçu e do carnaval de rua de Vila Isabel onde morava a família de meu pai. Tenho o coração multifacetado em relação às escolas. A Unidos do Cabuçu, minha formação, meus amigos do morro e do futebol iam lá em minha casa mostrar a fantasia pra minha mãe. Os passistas fantásticos. A Mangueira era a escola grande mais próxima de minha casa. Podíamos até voltar a pé em uma época em que, por ali, todo mundo era Mangueira. E a Portela que foi me conquistando ao longo da vida, de minha maturidade como homem, por sua história, por seus líderes, seus compositores E ainda tinha a Vila, o Império e o Salgueiro, que frequentávamos muito. Mas nunca me interessei por fazer algo mais sério no universo do samba e do carnaval. Só mais tarde, já formado, fui procurador da Caixa Econômica Estadual de São Paulo, conhecendo profundamente o interior de São Paulo pude perceber e vivenciar a força que tinha o samba carioca. Mas foi o livro da Marília Barbosa e Ligia Santos sobre o Paulo da Portela e os discos gravados por Cristina Buarque e os sambas de Monarco falando do Paulo que me tornaram Portelense. Nunca pretendi e nem procurei ser diretor do Depto Cultural. Só aceitei quando soube que a PORTELAWEB e as torcidas aprovaram e indicaram meu nome e sabendo que Monarco abençoou meu nome.
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento portelense?
 
Acho que é um dos momentos mais importantes em uma história repleta de momentos importantes. A escola vivia um momento tão negativo que se a situação perdurasse a crise, a ruptura seria inevitável. Era o confronto claro entre a Portela dos portelenses e a Portela aprisionada por um colégio eleitoral diminuto que em momento nenhum a representou. Do futuro nada sabemos, mas o que vemos é a atual direção fazer tudo certo, com a melhor das intenções. Uma diretoria com membros que amam a escola e dispostos a dar grande parte de suas energias para trazer de volta a Portela de seus melhores dias. O dia da vitória e a primeira feijoada podem ser inscritos entre os mais vibrantes dias de nossa escola.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Eu jogava futebol bem, quando criança. Morava em um lugar cercado de morros: Morro do Amor, Encontro, Barro Preto, Barro Vermelho, Árvore Seca, Cachoeirinha e Cachoeira Grande. Meu pai era funcionário público e morávamos em um conjunto de classe média. Eu tinha muito contato com meninos negros e tinha uma segunda família ali no local, também negra. Meu pai era do Partido Comunista e tinha também grande identidade social e cultural com negros. E uma mãe foliona do carnaval, aí foi um pulo. Desfilei algumas vezes pela Cabuçu também. Só consegui ser campeão uma vez com a Mangueira de Chico Buarque, acho que em 1998. Frequentei muitos ensaios, muitas disputas de sambas-enredo, me apaixonei algumas vezes por aquelas garotinhas de classe média que começavam a frequentar o Salgueiro no Clube Maxwell. Muitos, mas muitos mesmo, momentos de alegria no RENASCENÇA ao tempo em que morava fora do Rio. Ali era o único lugar em que podíamos em um único sábado ouvir todos os sambas vencedores, de todas as escolas. Hoje isto é comum, mas naquele tempo não era. Depois morei fora do Rio muito tempo. Quando voltei me meti em produção. Fiz um show no Centro Cultural Carioca com Camunguelo e Vó Maria, viúva do Donga; fiz um chamado “MULHERES CANTAM CANDEIA”, também no Centro Cultural, com Surica, Aurea Maria, ambas da nossa Velha Guarda, e a então iniciante Teresa Cristina. E o que mais gostei foi um espetáculo com os antigos casais de mestres-sala e porta-bandeiras, com narração de Haroldo Costa e sambas cantados por Rixa. Foi a única vez que Vilma dançou com Delegado. Delegado com Dodô; Delegado com Selminha ente outros casais.
 
Na época do centenário do Paulo da Portela fizemos um filme “SEU NOME NÃO CAIU NO ESQUECIMENTO” com Manoel Dionísio no papel principal. Participações de Tinhorão, Sergio Cabral, Paulinho da Viola, D. Neném do seu Manacéa, Monarco, seu Jair,Cristina Buarque,Marquinhos de O. Cruz, Teresa Cristina, Dorina, Velha Guarda, narrado por Haroldo Costa, direção de Dermeval Neto, produção minha e de João Baptista Vargens, com consultoria de Carlos Monte, Marília Barboza, Ligia Santos. Ali tem a última entrevista dada por seu Armando Santos e foi dada a mim pouco antes de sua morte. Refizemos o túmulo abandonado do Paulo no cemitério de Irajá, com mármore preto e a inscrição na lápide: “AQUI JAZ O MAIOR DE TODOS OS BAMBAS”. Toda a dignidade que merecia.
 
Participei intensamente como coordenador de um movimento pela revitalização dos blocos da Avenida Rio Branco. Fortalecimento do Cacique, do Bafo, Clube do Samba, Bola Preta e tantos outros, inclusive o renascimento do Bohêmios de Irajá que estava sem sair havia dez anos. Também nos primeiros carnavais do “Rancho Flor do Sereno” lá do BIP iniciativa do Alfredinho e do Elton Medeiros. Como folião participei do momento de renascimento dos blocos da cidade integrando o bloco MIS A MIS de Marília Barbosa. Participei da equipe de produção das rodas de samba do Museu Da Imagem e do Som, produzidas por Marília Barbosa. Participei por mais de dez anos da equipe de produção do Pagode do Trem de Marquinho de Osvaldo Cruz.
 
Comecei a ser convidado a participar de programas de rádio de Miro Ribeiro e João Estevan. Tive, e ainda tenho, um programa na rádio MEC exclusivamente sobre blocos de carnaval, pioneiríssimo, desde 2001. Faço discos-piratas-do-bem em casa reunindo obras desprezadas pela discografia oficial e pelo mercado. Coletâneas sobre as obras de Paulo da Portela e Walter Rosa, só para ficar com os Portelenses. Depois fui convidado para ser colunista no site de carnaval do jornal O DIA, com a coluna Memória da Folia, no ODIANAFOLIA. Dali fui para o SRZD e de lá para o www.carnavalesco.com.br onde estou até hoje. Participo como convidado de debates na rádio Globo e no Programa Madrugada na Globo como radialista Robson Aldir. Hoje integro o time da equipe de carnaval da Radio Tupi comandada por Eugênio Leal. Sou ainda colunista da revista ROTEIRO DOS DESFILES, com a coluna PETELECOTECOS DA FOLIA e da Revista do prêmio PLUMAS E PAETÊS. E ainda fui e sou professor de cursos voltados para o carnaval em nível de pós-graduação.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Acho que Cartola é o Pelé do samba. E o Nelson Cavaquinho o Garrincha. Mas meu ídolo maior é Paulo da Portela, o maior de todos os bambas. Monarco adora contar o que Cartola sempre lhe dizia: “Eu (Cartola) fiz muito pelo samba e pela Mangueira, mas Paulo fez por todos nós”. E como referência de intelectuais tenho Tinhorão, Sergio Cabral e Marília Barbosa.
 
Como lideranças são, além de Paulo, Natal, Lino Manoel dos Reis, (o mais injustiçado), Mano Elói, Hilário Jovino e Ciata, Heitor, Saturnino (pai da Neuma), Candeia. Toda a turma do Estácio e, fora do carnaval, o insuperável Noel Rosa. Dos que estão vivos são Monarco, Paulinho da Viola e Cristina Buarque.
 
CPB: Defina o que é ser Diretor Cultural, sua importância num todo para a Escola.
 
Esta resposta vale para esta e para a pergunta seguinte. Eu tenho a visão de que no universo do samba, de sua formação e desenvolvimento, a Portela é a Grécia, desenvolveu e desempenhou idêntico papel que a Grécia para a história da humanidade. A Mangueira é formidável, insuperável em alguns aspectos e seu papel é importantíssimo. Assim o Império e o Salgueiro, mas a Portela é a Grécia. Os Portelenses do passado sabem disso; os de minha geração muitos sabem. Nosso papel como depto cultural é mostrar isto aos novos Portelenses e aos sambistas em geral que não sabem. E não vai aí nenhuma arrogância, juro que não. Cada escola tem sua história que é a mais linda e a mais importante segundo a paixão de cada um. É isto que revigora os desfiles. Nosso papel, no entanto é outro, repito, sem nenhuma arrogância. Acho que a Portela está longe de ser uma escola que protagonize o carnaval hoje, este espaço do protagonismo é tarefa para o presente e para o futuro, e nossa diretoria já está cuidando disso. O Depto cultural tem que mostrar a Grécia que somos. Os projetos, todos serão nesse sentido, nessa direção.
 
CPB: A PORTELA completou 90 anos de existência, possui uma história de glórias! Existe algum projeto para mostrar tal importância?
 
...
 
CPB: Você pensa em parceria para poder desempenhar sua função na PORTELA?
 
Todas, nestes primeiros dias temos a parceria interna da PORTELAWEB, que já tem um enorme acervo de primeiríssima, temos já parceria com a UERJ, inclusive com um projeto já em curso, parceria com o Parque de Madureira, além de parcerias com pessoas como Rildo Hora que é hoje o produtor mais festejado do samba, parceria com Alfredo Galhões, músico da banda do Zeca Pagodinho, alem de Paulinho da Viola que mostrou grande entusiasmo na feijoada, Marília Barbosa, biógrafa de Paulo da Portela, e João Baptista Vargens, biógrafo de Candeia, de Monarco e da Velha Guarda.
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Ser Portela é ter o orgulho maior de ser Portela. É desfilar, é passear nos ensaios técnicos, é receber amigos na feijoada com a autoestima tão alta como o alcance do voo da águia. Sem empáfia, sem arrogância...mas com a autoestima que muito Portelense estava perdendo de tanto que era zoado. Ser Portela é vestir seu filho de Portelense no desfile dos Timoneiros. É cantar os sambas do Chico Santana, do Manacéa, do Alvarenga, do Candeia, do seu Jair, do seu Argemiro e tantos outros orgulhosos de que nossa escola é muito maior que um desfile de carnaval. Mostrar que samba é uma coisa e carnaval é outra, e que somos bons em tudo. É ficar arrepiado quando lemos na quadra que (...) aqui deu frutos...), ouvir no esquenta que (...) A majestade do samba, chegou, chegou (...).
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Muito maior que ver a Portela campeã, é ver a Portela exibir nos desfiles seus fundamentos, desfilar com cada um de seus componentes dizendo assim: “aqui é uma escola de samba; aqui estamos cantando e dançando o samba...a história de nossas próprias vidas, de nossos pais, nossos avós, nossos filhos e netos”. Ver a escola exibindo seus passistas, suas incomparáveis porta-bandeiras, sua bateria formidável sempre e, tão importante quanto: continuar sendo insuperável em cada uma das rodas de samba do Brasil afora, com seus sambas das novas e das antigas gerações.
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2014?
 
Que ela seja absolutamente fiel às propostas que levou aos Portelenses. Que continue sempre a trilhar esse caminho que escolheu. Que cosiga sanear as finanças da escola, ganhar muitos carnavais e, o mais importante, mostrar que a Portela está além do carnaval, que é muito mais que uma escola-de- samba-que-só-desfila. Que é a majestade do samba.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece sua participação!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Paulinho do Ouro

 
Entrevista com o Diretor de Barracão da PORTELA

CPB: Nome e idade?
Pedro Paulo Martins, 65 anos.
CPB: Fale um pouco sobre você?
Uma pessoa que procura ser fiel e leal em seu trabalho.
CPB: Como portelense, como está sendo o seu retorno à PORTELA?
Sempre digo, que não posso morrer sem ver a Portela campeã de novo e agora tenho a certeza que nunca estive tão perto de realizar este sonho e ainda participar diretamente dele!
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
Não acredito muito em experiencia. Acho que a cada ano as coisas se renovam! Acredito muito em capacidade!
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
Romildo, Cartola, Candeia, Monarco, Jair do Cavaquinho, Paulinho da Viola e toda Velha Guarda da Portela.
CPB: Defina o que é ser Diretor de Barracão, sua importância num todo para a Escola.
Um diretor de Barracão nada mais é do que um administrador. Tem que ter uma boa agenda e credibilidade para chamar os bons profissionais para trabalhar no seu barracão.

CPB: O que você pode falar para um iniciante na sua função?

Acho de uma importância muito grande a minha função. Já tive experiência como empresário e procuro usar o que aprendi como tal.

CPB: Para você, o que é ser PORTELA?

Seita, religião ou coisa parecida.

CPB: Mesmo sendo veterano em sua função, você tem algum sonho?

Uma pessoa sem sonho é uma pessoa morta, portanto tenho sim... Portela Campeã!

CPB: O que você espera desta nova PORTELA 2014?

Levo muita fé na nova direção da escola, acho que tanto o Serginho como o Marcos Falcon têm muita credibilidade, e é o que mais precisamos no momento. Que Deus os ilumine!!!


Paulinho, o COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece a sua participação!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fernando Bom Cabelo



CPB: Nome e idade?

Pseudo: Fernando Bom Cabelo
Nome: Fernando Aparecido Chabes, 58 anos.

CPB: Fale um pouco sobre você!

Sou Paulista de nascimento e aprendiz do samba carioca, convivi com os grandes festivais de musica da segunda metade da década de 60, dentro de casa ouvia meus pais cantando sambas e acabei me apaixonando por esse estilo.

CPB: Como você chegou à Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba?

Em 1974 conheci a Portela, a quadra ainda era nova e na Vicentina tive o prazer de ouvir ao vivo Manacéia, Candeia, Clara Nunes, João Nogueira, Chico Santana, Mijinha e outros mais, voltei em 1975 para a missa de sétimo dia de seu Natal e nesse momento percebi que a Águia havia pousado em meu coração de tal maneira que não seria feliz enquanto não fizesse parte dessa família.

Passei a visitar a Portela de vez em quando até que em 2009 vim morar no Rio a trabalho e através de amigos compositores do Quintal do Pagodinho comecei a frequentar as feijoadas e rodas como Tributo a Candeia, fui convidado a participar do Tributo a João Nogueira em 2009 e apresentado ao Junior Scafura que me acolheu na ala de Compositores onde desfilo desde 2010.

Participei do concurso de sambas enredo para 2011 em parceria com Valdir 59 e cia., 2012 com Ari do Cavaco e cia. e agora para 2013 com Paulinho Rocha, Pece Ribeiro, Jorge Matias do Batuke e Walter Alverca.

Em 1985 num show no Ilha Porchat Clube no litoral Paulista, Balancê de Verão do Osmar Santos, dividi o Palco com João Nogueira que fez questão de me apresentar à escola, mas na época em virtude do trabalho não pude vir ao Rio de Janeiro.

CPB: Desde quando você compõe?

Compus minha primeira musica em 1969, por incrível que pareça não era um samba, em 1970 ganhei um festival estudantil de MPB com um samba falado do folclore brasileiro e depois não parei mais. meu primeiro samba enredo foi em 1976 para a Rubro Negro de Guarulhos em São Paulo e no ano seguinte participei do primeiro LP de sambas enredo de São Paulo com a Escola de samba Morro da Casa Verde "A Estrela mais brilhante, Cacilda Becker". Em 2011 vencemos a disputa na Caprichosos de Pilares e União Parque Curicica no Rio de Janeiro.

CPB: O que você falaria para um Compositor que está chegando agora à PORTELA?

Ame a nossa bandeira, respeite o nosso chão e crie com toda sua alma pois ser compositor na Portela é uma responsabilidade muito grande, representamos o maior celeiro cultural do samba brasileiro.

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?

João Nogueira, Clara Nunes, Adoniram Barbosa, Geraldo Filme, Candeia, Manaceia, Casquinha, Monarco, João da Baiana, Silas de Oliveira, Candeia, Chico Santana, Argemiro, Catone, Cartola, e todos aqueles que abriram espaço para que hoje possamos mostrar o nosso trabalho.

CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA!

Meu primeiro samba enredo foi em 1976 para a Rubro Negro de Guarulhos em São Paulo e no ano seguinte participei do primeiro LP de sambas enredo de São Paulo com a Escola de samba Morro da Casa Verde "A Estrela mais brilhante, Cacilda Becker".

Nessa escola tenho 2 estandartes de ouro (2005 e 2006) e mais ou menos 11 sambas ganhos ao longo da carreira.

Em 2011 vencemos a disputa na Caprichosos de Pilares e União Parque Curicica no Rio de Janeiro. Tenho algumas musicas gravadas pelo Grupo Samba Seis de São Paulo, Ilcéi Mirian de Campinas-SP, Velha Guarda da Unidos do Peruche-SP alem dos sambas enredo. 

CPB: O que é ser PORTELA?

Ser Portela é ser nobre, é ser herdeiro da maior herança cultural do samba, enfim é ser um componente com vontade de ser vencedor.

CPB: Você tem algum sonho como Compositor? Qual?

O meu sonho de consumo é ser campeão na e com a Portela, o meu sonho como compositor é só de em algum momento lá no futuro alguém cantar um verso que eu fiz e lembrar que tudo que escrevi foi feito com muito carinho e amor pelo samba.

CPB: Nos eventos de Sambas-Enredo da PORTELA, como você vê o Concurso?

Impressionante não só em 2013 como nos anos anteriores a qualidade das obras que disputam o concurso da Portela, é muito boa, em 2012 fui até a semifinal, mas o simples fato de subir ao palco da Portela e ter a oportunidade de mostrar meu trabalho já faz de mim um vencedor.

Desde já, o COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece a sua participação!

sexta-feira, 1 de março de 2013

PORTELA VERDADE



SÉRGIO PROCÓPIO

 (CHAPA PORTELA VERDADE)


ENTREVISTA ao COMPOSITORES DA PORTELA BLOG

Realizada em 27 de fevereiro de 2013

 
CPB - Quem é Serginho Procópio?
 
Sérgio Procópio: Sérgio Procópio é músico, compositor e o caçula da Velha Guarda Show da Portela. Filho de Osmar do Cavaco que também era músico e o cavaquinhista da Portela e da VGP por vários anos, com o falecimento de meu pai fui convidado pelos mestres Monarco e Casquinha a integrar tal grupo, fato que até hoje exerço com o maior carinho. Entrei para este grupo de bambas em 1999, mas desde pequeno sempre convivi com os bambas da Escola através de meu pai. Como músico já acompanhei diversos artistas da música nacional, e como compositor tenho mais de 200 músicas gravadas por grandes intérpretes. Tenho 45 anos e sou candidato a presidência da GRES PORTELA através da chapa PORTELA VERDADE.
 
CPB - Você participa da Velha Guarda da PORTELA a muito tempo e o que o levou para a vida política da Escola?
 
Sérgio Procópio: A decadência em que nossa Escola está passando, e a vergonhosa administração da atual gestão que faz com que os valores pessoais sejam mais fortes que os morais e até mesmo se colocando acima da própria Escola.
 
CPB - Um bom relacionamento entre uma Escola e a LIESA é fundamental. Nessa perspectiva, qual o seu posicionamento?
 
Sérgio Procópio: Tentaremos ter um bom relacionamento com a Liesa, utilizando, os recursos que ela nos disponibiliza de forma certa, investindo no barracão para que possamos realmente mostrar um carnaval que esteja de acordo com o que nos foi dado, apresentando na avenida um verdadeiro espetáculo digno de uma grande Escola fazendo com que o carnaval do Rio de Janeiro seja um carnaval elogiado. Pagando os funcionários corretamente e fazendo com que toda proposta creditada ao carnaval da escola esteja pronta antecipadamente. Assim temos a certeza de estar no caminho correto para um bom relacionamento.
 
CPB – Existe no BLOG, uma enquete sobre que tipo de Enredo o Portelense gostaria de levar para a Avenida em 2013! Qual a visão da PORTELA VERDADE com relação a um futuro Enredo?
 
Sérgio Procópio: Temos algumas opções, mas nada definido até porque só podemos pronunciá-lo após o resultado das eleições, temos recebido inúmeras propostas e abertos a novas.
 
CPB - A PORTELA hoje tem o seu Quadro de Sócios fechado e os portelenses hoje não participam das decisões políticas (voto); O que você pretende fazer em relação a isso?
 
Sérgio Procópio: Pretendemos abrir o quadro social da Escola, para que seja uma fonte de receita e para que aqueles que desejam fazer parte do processo político da escola, sócio contribuinte, sócio proprietário e sócio torcedor (que não terá direito a voto), sendo este último apenas como uma questão de marketing.
 
CPB – Ainda com relação ao sócio, na gestão da PORTELA VERDADE, o portelense terá oportunidade de ser, efetivamente, sócio da Escola? Noutras palavras, o Quadro de Sócios estará sempre aberto, como é a vontade do torcedor Portelense?
 
Sérgio Procópio: Sim.
 
CPB – Nossa Escola Mirim, a Filhos da Águia, como você a vê hoje, já que a PORTELA necessita de renovação.
 
Sérgio Procópio: Vejo que ali está o futuro da Portela! Queremos estreitar relações com os "Filhos da Águia", reforçar, nos jovens, os valores da cultura afro-brasileira e, especialmente, do samba carioca. Promover o surgimento e o desenvolvimento de novos sambistas para a Portela e formar jovens para as atividades profissionais ligadas as artes carnavalescas.
 
CPB – A PORTELA possui a Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba, que não só participam de nossas concorridas Eliminatórias, mas em diversos eventos no ano todo! Você pretende reviver belos eventos como SAMBA DE TERREIRO e SAMBA DE QUADRA?
 
Sérgio Procópio: Com certeza, vemos que hoje em dia a nossa Ala de Compositores só se movimenta nas disputas de samba enredo, e depois fica praticamente parada durante todo o restante do ano. Queremos movimentar mais essa Ala com mais eventos até mesmo para a manutenção da mesma e realizar festivais.
 
CPB – Com toda a sua experiência no assunto, como você vê, hoje, o Concurso de Samba-Enredo na PORTELA? Você pretende mudar algum detalhe?
 
Sérgio Procópio: Não gosto desse processo de escolha, vou me reunir com os Compositores e assim achar um termo que seja bom para eles e para a Escola (tipo dia da semana e horário). Escolher realmente o melhor samba e não o de melhor torcida. Reconhecer o direito dos compositores à totalidade da arrecadação referente ao samba, apenas retirando uma pequena porcentagem ao segundo e terceiro lugar na disputa. Colocar apenas jurados que realmente entendam do assunto para o julgamento, pois muitas das vezes já saímos derrotados para o desfile desde o dia da escolha do samba.
 
CPB – Como sempre mencionamos, a PORTELA possui uma “VELHA” e JOVEM GUARDA de Compositores. O Portelense poderá contar novamente com belos sambas de Noca, Davi Correa, Darcy Maravilha e Monarco, por exemplos, e hoje afastados dos Concursos?
 
Sérgio Procópio: Queremos que todos aqueles que se sentirem a vontade e estiverem de coração aberto voltem e escrevam samba na Portela, pois faço questão de frisar O MAIS IMPORTANTE SERÁ A OBRA, que irá nos guiar ao título na Sapucaí.
 
CPB - Como você analisa hoje em dia, alguns segmentos importantes da nossa Escola, como a harmonia, alegoria e adereços, puxador, casal de mestre-sala e porta-bandeira e que perspectivas sobre eles a PORTELA VERDADE apresenta?
 
Sérgio Procópio: Vejo que alguns segmentos precisam ser reorganizados, vide as notas do ultimo carnaval, os fatos valem mais que os argumentos, o que precisar de substituição será substituído.
 
CPB - Como a PORTELA VERDADE irá conduzir a preparação do Carnaval - Comissão de Carnaval ou Carnavalesco?
 
Sérgio Procópio: Para se chegar a vencer o carnaval hoje em dia é preciso humildade e saber trabalhar em grupo e todo profissional que tiver esse pensamento será bem vindo a Portela, uma Comissão não sei se é o nome certo, mas uma equipe me soa melhor, juntamente ao carnavalesco.
 
CPB - Com as eleições na Portela ocorrendo em Maio, teremos um tempo mínimo para organizar todo o carnaval como, a disputa de samba de enredo, elaboração da sinopse para os compositores e mais todo o trabalho de barracão. Como a chapa PORTELA VERDADE pretende lidar com o tempo de que irá dispor?
 
Sérgio Procópio: Teremos que ser rápidos, mas sempre tentando os melhores profissionais, temos nossas diretrizes para o carnaval e devemos aproveitar o tempo de forma ordeira.
 
CPB – Barracão tem sido, ultimamente, nosso grande problema. Existe algum planejamento quanto a uma nova estrutura? Que mudanças iniciais a PORTELA VERDADE pretende realizar?
 
Sérgio Procópio: A plástica do desfile tem sido nosso pior pesadelo nos últimos anos, pretendemos buscar os melhores profissionais disponíveis no mercado garantindo a formação de uma equipe de carnaval reconhecida, garantir investimentos para os quesitos "plásticos", garantir o cumprimento do cronograma de trabalho, evitando os constantes atrasos que atrapalham a qualidade de execução do carnaval e aumentam os custos e honrar os compromissos trabalhistas e melhorar as condições de trabalho dos funcionários do barracão. 
 
CPB - Sérgio, parceias são vitais para qualquer empreendimento. A PORTELA VERDADE pretende realizar um trabalho com novos parceiros e trazer novos empreendimentos para a Escola?
 
Sérgio Procópio: Claro isso é primordial para realização do nosso carnaval e para gestão da marca PORTELA.
 
CPB - O nome PORTELA é muito forte. A nossa Escola partirá, definitivamente, para um trabalho com marketing ostensivo, contratando para isso alguma empresa especializada ou a PORTELA VERDADE tem outra alternativa nesse assunto?
 
Sérgio Procópio: Queremos um trabalho com marketing ostensivo com profissionais especializados para alavancar a marca PORTELA, o licenciamento e gestão da marca PORTELA, o Programa sócio-torcedor com abrangência nacional, a rentabilização da quadra de ensaios, estreitar o relacionamento com a comunidade (empresas do bairro/região,moradores e etc) e estreitar e fortalecer parcerias com as instituições públicas e privadas. Isso faz parte do nosso projeto de marketing!
 
CPB - Para terminar, qual a sua mensagem para os portelenses? O que podem esperar da PORTELA VERDADE? Podem renovar esperanças numa PORTELA vitoriosa?
 
Sérgio Procópio:
 
A TODO PORTELENSE QUERIA PEDIR QUE ACREDITE EM NÓS E EM QUE ESTAMOS FOCADOS A REALIZAR, POIS ESTAMOS CANSADOS DE JÁ CHEGAR NA AVENIDA PARA O DESFILE DERROTADOS E DESACREDITADOS.
 
ESSA ATUAL ADMINISTRAÇÃO TEVE 9 ANOS DE OPORTUNIDADES E NADA FIZERAM DE CONCRETO, A NÃO SER NOS PROPICIAR AS PÉSSIMAS COLOCAÇÕES NOS DESFILES, É HORA DE NOS REERGUERMOS E DE RENOVARMOS AS ESPERANÇAS!  
 
NÃO DESCANSAREMOS ENQUANTO NÃO APRESENTARMOS UM CARNAVAL QUE NOS CREDITE A VOLTAR A DIZER "É CAMPEÃO" OU BEM PRÓXIMO DISSO. 
 
SOMOS PORTELENSES, LUTADORES E GUERREIROS E A BATALHA TÁ SÓ COMEÇANDO. 
 
ABRAÇOS A TODOS E QUE DEUS NOS ABENÇOE.
SERGINHO PROCÓPIO 
 
CPB - O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece a você, Sérgio, pela gentileza em participar de mais uma Entrevista!