sexta-feira, 25 de julho de 2014

Marcio Roberto



CPB: Nome e idade?

Marcio: Marcio Roberto Rodrigues Lopes, 62 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Marcio: Sou carioca, apaixonado por samba, pagode, ou melhor, apaixonado por música, praia, bom bate-papo, aquela gelada, dia ensolarado, animais, dança de salão, churrasco com amigos e política ( apesar da política não está valendo à pena conversar sobre ela), sem esquecer da mulherada, é claro. Gosto de ajudar as pessoas, sou espírita kardecista, enfim, adoro dar uma boa risada.
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento? 
 
Marcio: Este é o nosso momento, voltamos para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. A PORTELA tem a maior fatia do bolo no histórico dos campeonatos, isto dos os portelenses devem trazer no sangue, mesmo quando ela estava em baixa eu nunca baixei a cabeça pra ninguém, para ilustrar este depoimento, certa vez fui à uma auto peças na Penha e ao chegar o balconista me olhou (eu estava com a camisa da PORTELA) e fez uma cara de pouco caso, eu olhei para aquele coitado e perguntei: Quantos campeonatos você tem? Não preciso dizer que o mané ficou mastigando mingau, baixou a cabeça e foi embora.
 
Estamos colocando pra fora a agonia de trinta anos, o ano que vem acrescentaremos mais uma estrela à nossa bandeira, pois estaremos restabelecidos da "gripe" que durou trinta anos.
 
A LIESA precisa que a PORTELA seja a campeã, para faturar mais, o Rio precisa da PORTELA campeã, nossa Escola é o cartão postal do samba do Brasil e no exterior, enfim, o momento é da PORTELA, por isso esse é o nosso momento.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Marcio: Minha experiência no mundo do samba não é grande, porque eu era espectador e não participativo como hoje. Hoje, honrando a oportunidade que me foi dada, tenho a responsabilidade de escrever letras, que os mais velhos possam me dar cartão azul, (outro dia cantei os últimos dois versos do samba "O Portelense", para o nosso Mestre maior, seu Monarco, ele aprovou), mas o mundo do samba me ensiou muitas coisas, pois é uma cultura vastíssima, aprendi uma coisa interessante a qual comento sempre que tenho oportunidade. Quando há uma roda de samba de amigos e chega uma pessoa que conhece alguém, essa pessoa cumprimenta à todos, aperta a mão de todos, ao contrário do que ocorre fora do samba, a pessoa que chegou cumprimenta somente aquela que conhece, samba é educação também!
 
Outra parte desse aprendizado é que hoje sei muitas coisas da nossa história que não sabia e não saberia se não fosse o mundo do samba. Aprendi que nesse mundo se anda alinhado, mostrando uma aparência bonita (o cara pode até estar duro, mas está alinhado, não perde a pose), o sorriso é a porta de entrada para qualquer situação, fiz muitos amigos e agradeço a amizade de todos que me dispensaram atenção, muitíssiomo obrigado à todos.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Marcio: Olha, tem muita gente que escreve coisas lindas e profundas, as quais nem sei o nome no momento e que infelizmente vive no ostracismo. Um exemplo disso é o Ério Fidelis (um dos Compositores de falsa consideração) para mim uma verdadeira obra de arte! Ídolos da mídia eu destaco Toninho Geraes, Serginho Meriti, Jorge Aragão, Davi Correia, Paulinho da Viola e Martinho da Vila.
 
CPB: Na elaboração de um samba, como você se define? É letrista, faz a música ou os dois?
 
Marcio: Faço os dois, mas o meu forte é letra. Tem um samba que escrevi, para esse momento que vivemos na Escola, e já citei acima, chama-se "O PORTELENSE", o qual gostaria que todos os portelenses prestassem atenção e que fosse sempre lembrado dentro da nossa Escola, tem outro que agradeço pela oportunidade de ingressar na Ala Ary do Cavaco, são sambas que falo do momento.
 
CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Marcio: Bom, sou portelense a mais de quarenta anos, conforme dise anteriormente, era um simples torcedor. Porém, quando o ex-presidente Nilo estava para se candidatar, um amigo dele (De Paola), tio da minha mulher, numa dessas visitas de família me contou sobre a chapa que estavam articulando, como eu nunca tinha estado de forma profunda na Escola, resolvi me engajar na candidatura do Nilo. Porém, logo saí, vi problemas acontecendo e em pouco tempo estava órfão novamente. Só que dessa vez caminhei com meus próprios pés até aonde estou. Deixo claro que não tenho nenhuma relevância na Escola, apenas consegui bons amigos, graças à Deus!
 
CPB: Desde quando você compõe? 
 
Marcio: O primeiro samba que fiz, data de 1970, chama-se "Glórias de um povo", onde exaldo o carnaval e o samba como elementos de uma efervescência cultural muito forte no Brasil.
 
CPB: O que você como compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?
 
Marcio: Para os mais jovens, os faria entender que em matéria de Escola de Samba, a PORTELA é a primeira dentre todas as agremiações que existe no mundo! Que não abaixem a cabeça pra ninguém, pois temos o maior número de campeonatos. O jovem precisa sentir isso na veia, precisa vestir a camisa azul e branco com a águia, sabendo que a mesma é o pássaro mais sábio do universo e que ela não foi escolhida por acaso, e principalmente, todas as vezes que forem escrever um samba, apoiem-se nos baluartes, relembrem sempre as origens da nossa Escola, mantenham vivas nossas lendas (nossas jóias passadas), para que estejamos sempre caminhando no futuro, mas fazendo nosso futuro com nosso passado.
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Marcio: Ser PORTELA é um estado de espírito! Depois você imagina estar numa agremiação onde foi a primeira e ter carro alegórico, a primeira a ter um símbolo, a primeiraa ter camarote no sambódromo, a primeira a ter comissão de frente, a primeira a ter comissão de carnaval, a primeira a ter tudo, a primeira a ter a seguinte escala de campeonatos conquistados, e onde eu me posiciono da seguinte maneira:
 
SER CAMPEÃ, MUITAS ESCOLAS SÃO.
SER BI CAMPEÃ, ALGUMAS ESCOLAS SÃO.
SER TRI CAMPEÃ, RARÍSSIMAS ESCOLAS SÃO.
AGORA, SER TETRA CAMPEÃ, SÓ A PORTELA.
SER PENTA CAMPEÃ, SÓ A PORTELA.
SER HEXA CAMPEÃ, SÓ A PORTELA.
 
E, finalmente ser HEPTA CAMPEÃ, vou deixar pra Águia dizer que estou cansado de escrever tantos campeonatos.
 
A PORTELA é alegria, é raiz do samba, é a madrinha de muitas escolas (agora mesmo, tivemos, pela segunda vez,, a visita do presidente da PORTELA de Minas Gerais. Eles são fãs da nossa Escola. Precisamos dar apoio incondicional à eles (cito na próxima pergunta o projeto maravilhoso do compositor Candanga), a PORTELA é precursora de várias novidades nos desfiles, é cultura vastíssima, é a alegria do Brasil.
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Marcio: Meu sonho dentro do mundo do samba é atingir o topo em 2015! Ver realizados muitos projetos que alguns portelenses têm, que são de suma importância para a nossa Escola. À exemplo, eu cito o Projeto do Compositor Candanga, que é interligar a PORTELA com todas as agremiações do Brasil! E também depois do quadro social aberto, conclamar todos os portelenses do mundo para se associarem, mandando uma pequena lembrança à cada um (Broche da águia, etc), ampliação da quadra, fazendo estacionamento, teaatro restaurante, cinema, salão de jogos, biblioteca, subterrâneos.
 
Outro desejo é que seja colocada uma Águia muito grande na área a céu aberto, localizada entre as salas de administração e a quadra, ou seja: logo que se passa das roletas, para que os turistas ao adentrarem à quadra, deem logo de cara com nosso símbolo maior, e fiquem impressionados com ela, e que esta águia seja removível quando houver necessidade.(já pedi à alguns, ainda não fui atendido, mas continuarei tentando).
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA?
 
Marcio: A diretoria já mostrou para o que veio, não veio pra ficar por baixo. Tirou a Escola do poço, a colocou no topo só em 10 meses. Isso mostra seriedade, honestidade, aliada a competência com o espírito portelense. Dívidas já foram saldadas, isto em primeira instância, é o que os portelenses esperavam. Falta ainda muito a ser feito, precisamos dar todo o apoio a nossa diretoria, em todos os momentos. Principalmente fazendo-os sentirem a alegria que nos proporcionaram com tanto resultado e em tão pouco tempo.
 
Faço-os cientes desse pensamento célebre que diz: "Ninguém é tão bom ou tão fote quanto todos nós juntos."
 
ET: Deixo aqui para reflexão, a belíssima frase onde nosso ilustre Airton Senna se apoiava para conseguir as brilhantes vitórias: "A vitória vem de uma vontade de fazer tudo certo, de não se permitir errar; mas também dar de si o máximo absoluto." Airton Senna.
 
Deus abençõe a PORTELA e a Família Portelense.
 
Marcio Roberto.
 
O COMPOSITORES DA PROTELA BLOG agradece sua participação!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Adilson Bispo

 
 
CPB: Nome e idade? 
 
Adilson:  Adilson Bispo,   62 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Adilson:  Carioca, nascido no dia 08/05/52, casado, pai  de 2 filhos, avô de 2 netas, moro em Jacarepaguá e sou funcionário público.
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento?
 
Adilson:  Vejo com muita alegria  essa nova gestão da PORTELA, que, com certeza, vai fazer a escola voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído, ganhando títulos e sempre voltando no desfile das campeãs.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Adilson:  Estou com 30 anos de samba, comecei minha carreira em 1984, onde gravei minha primeira musica (Coração Feliz) em parceira com Marquinhos PQD e Gerson do Vale, na voz da madrinha Beth Carvalho, hoje tenho mais de 150 musicas gravadas pelos maiores nomes do samba e tenho também 2 CD's solos gravados.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Adilson:  Tenho grande respeito e admiração por vários nomes do samba, mas sou absurdamente apaixonado pela Velha Guarda da PORTELA, bebi muito nessa fonte!
 
CPB: Na elaboração de um samba, como você se define?  É letrista, faz a melodia ou os dois?
 
Adilson:  Os dois, mas  me sinto mais a vontade como letrista.
 
CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Adilson:  Através do saudoso e querido irmão Ary do Cavaco, que me convidou para desfilar na ala do cavaquinho em 1988.
 
CPB: Desde quando você compõe?
 
Adilson:  Desde menino, mas profissionalmente, a partir de 1981.
 
CPB: O que você, como antigo compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?
 
Adilson:  Que tenham amor, e que façam de tudo para engrandecer o nome da escola.
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Adilson:  Depois da Família e da Saúde, é o melhor presente que Deus me deu!
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Adilson:  Sim, gravar meu DVD.
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2015?
 
Adilson:  Espero que aconteça o que está escrito na letra do meu samba que está disputando as eliminatórias do Samba de Quadra esse ano e que se for da vontade de Deus, nós vamos ganhar!  Título do Samba: Chegou a Hora (Autores: Adilson Bispo/Zé Roberto/Adriano Campos).
 
Desde já, agradecemos a sua participação!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Charles Braga

 
 
CPB: Nome e idade?
 
Charles:  Charles Braga da Cunha, 39 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Charles:  Charles Braga da Cunha 39 anos nascido em 19 de dezembro de 1974 no Bairro do Engenho de Dentro onde comecei a minha paixão pelo samba acompanhando o grande Bloco Chave de Ouro, por influência de meu pai Saint Clair mas conhecido como Kekê.
 
Ao me mudar aos 10 anos para o bairro do Engenho Novo onde resido e sou muito feliz até hoje, depois de uma bela infância me tornei vice presidente do G.M.C. Embalo Carioca um movimento cultural e carnavalesco que já existe a 14 anos, no qual tive o prazer de ser o fundador desse movimento junto com Flavio Vianna, Mestre Vieira e vários amigos do bairro, desenvolvendo sempre atividades carnavalescas na área de confecção de fantasias e composições de sambas de enredo, esporte e lazer levando a cultura a todos. Uma grande paixão é a nossa querida Portela!
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento?
 
Charles:  Um momento de União e revitalização onde deve se ter muita paciência e prudência.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Charles:  Sempre tive o prazer de viver no meio de grandes nomes do samba pela a companhia de meu pai que me fez pegar o gosto por essa arte, me levando a Portela quando pequeno e outras agremiações na qual tenho muito respeito por todas elas, ai não teve jeito essa Águia entrou na veia já viu (rs).
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Charles:  Tenho Muitos Candeia, Noca da Portela, Delcio Carvalho, Cartola, Mestre Paulinho da Viola, enfim, uma safra do Cacique de Ramos de belos artistas que acompanho ao longo de minha carreira desde de novos talentos que ainda preservam um pouco do samba de nossa raiz.
 
CPB: Na elaboração de um samba, como você se define? É letrista, faz a música ou os dois?
 
Charles:  Olha não toco corda mas ajudo muito na letra, melodia e andamento. 
 
CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Charles:  Como compositor fui convidado em 2008 por Neyzinho do Cavaco e meu compadre Flavio Vianna onde tivemos a felicidade de disputar três finais e uma semifinal de samba de enredo mas sempre tive o prazer de ir a quadra desde de garoto.
 
CPB: Desde quando você compõe?
 
Charles:  Poxa é difícil por que venho de uma família que diz que quando garoto já ficava no meio de meu pai e outros amigos que escreviam samba para algumas disputas mas a integração como compositor começou por volta de 1999 em algumas agremiações.
 
CPB: O que você como compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?  
 
Charles:  Não existe idade existe muita determinação e força de vontade.
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Charles:  Ser Portela é acordar todo dia e agradecer por existir o Azul do Céu e o branco da Paz!
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Charles:  Sim, vários, mas o maior é vê a minha obra e de meus parceiros sendo executada pela a nossa Portela!
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2014?
 
Charles:  Olha eu estou confiante num clima de alegria, determinação e volto a repetir, muita paciência e prudência para se compor um belo espirito de Equipe!
 
 
O BLOG agradece a sua participação!

terça-feira, 18 de março de 2014

Osmar do Breque

 
 
CPB: Nome e idade?
 
Osmar:  Osmar Leite, 60 anos.

CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Osmar:  Sou sagitariano, gosto de fazer amigos, casado, uma filha, formado em jornalismo e acima de tudo, um grande amante do samba.

CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento?
 
Osmar:  Vejo com muita esperança, esse momento magnífico, pelo o qual a Portela está passando. Confio nessa nova administração. Os bons resultados vão aparecer. É só uma questão de tempo.

CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Osmar:  Estou no samba há 32 anos, Ganhei um samba de enredo na União de Vaz Lobo, Ganhei três sambas de quadra na Portela e sou parceiro de grandes sambistas tais como: Ary do Cavaco, Argemiro, Jair do Cavaquinho, Pecê Ribeiro e tantos outros. 

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Osmar:  Tem dois sambistas que eu sou fã.  Paulinho da Viola e João Nogueira. Gosto muito também, do Monarco, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

CPB: Na elaboração de um samba, como você se define? É letrista, faz a música ou os dois?
 
Osmar:  Eu faço letra e música ao mesmo tempo. Sou um compositor intuitivo.

CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Osmar:  Entrei na Portela em 1981, através de um concurso de samba de quadra. Eu fui  campeão com o samba "BICHEIRO". Tinha mais de 300 sambas inscritos. Os 10 primeiros compositores classificados, foram convidados por Carlinhos Maracanã, presidente da escola na época, para integrar a ala de compositores.

CPB: Desde quando você compõe?
 
Osmar:  Eu componho desde os 12 anos de idade.

CPB: O que você como compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?
 
Osmar:  Eu diria aos jovens compositores da Portela, que sejam dedicados à escola, humildes, e  bem sucedidos. Diria também, pra eles trocarem experiência com os compositores antigos da agremiação.

CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Osmar:  É tudo na minha vida. Desde criança sempre admirei a Portela. Ser Portela, pra mim, é dedicação, amor, carinho, paixão e sobretudo, honrar o seu pavilhão.

CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Osmar:  Meu sonho é ver os sambistas mais unidos. É preciso haver mais fraternidade entre os sambistas. Isso é difícil, mas não é impossível.

CPB: O que você espera desta nova PORTELA?
 
Osmar:  Espero honestidade, transparência e união.


Desde já, agradecemos!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Gadelha

 
CPB: Nome e idade?
 
Gadelha:  Gadelha, 51 anos.

CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Gadelha:  Sou um cantor e compositor portelense que organiza rodas de samba em Madureira e Oswaldo Cruz, além de fazer apresentações individuais, com um repertório de samba de raiz e mpb, na região da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
 
Possuo dois CDs gravados, com músicas de minha autoria e de outros compositores, portelenses, em sua maioria. Minha mais recente composição é um samba exaltação à nossa eterna porta-bandeira Dodô da PORTELA, que leva seu nome como título. Atualmente, estou realizando um show mensal no restaurante "Cantinho dos Amigos" em Marechal Hermes, sempre com a presença de cantores e compositores convidados.

CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento?
 
Gadelha:  É com grande alegria que vejo a PORTELA ser dirigida, atualmente, por sambistas e pessoas da comunidade.

CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba. 
 
Gadelha:  Sou portelense desde criança; apaixonado por Clara Nunes, frequentador e organizador de rodas de samba e de serestas há mais de vinte anos, quando organizei a roda de samba dos compositores no bar do Djalma, diretor de harmonia da Portela na época, em frente ao Portelão, e que perdurou por vários anos.

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Gadelha:  Meus ídolos são Clara Nunes, Waldir 59, Candeia, Paulo da Portela, Zé Kéti, Romildo, Monarco, Jair do Cavaquinho, Paulinho da Viola, Canário, Mauro Silva, Agepê, Ari do Cavaco, Davi Corrêa, Noca, Cartola, Lupicínio, Roberto Ribeiro, Nelson Cavaquinho, Paulo César Pinheiro, e tantos outros que nesta página não caberiam.

CPB: Na elaboração de um samba, como você se define? É letrista, faz a música ou os dois?
 
Gadelha:  Componho letra e melodia.

CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Gadelha:  Frequento a PORTELA desde minha adolescência. Passei a fazer parte da Ala de Compositores, se não me engano, no ano de 1992, e concorri poucas vezes, com parceiros como Jair do Cavaquinho, Bira Cabloco, e Waldir 59, pois não gosto muito do clima de competição. Sempre preferi organizar rodas de samba nos bares próximos ao Portelão... rrsrrsrsrs.

CPB: Desde quando você compõe?
 
Gadelha:  Componho desde adolescente, quando pertencia a uma banda na escola.

CPB: O que você como compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?
 
Gadelha:  Sempre ouvir e respeitar os mais velhos, pois antiguidade é posto, sim senhor.

CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Gadelha:  É um prazer, uma honra e um orgulho, fazer parte dessa galeria de bambas.

CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Gadelha:  Ver mais pessoas valorizando os artistas de sua comunidade, e antes de sua morte.

CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2014?
 
Gadelha:  Sermos campeões, é claro!
 
 
Gadelha:  CD Raiz da Jaqueira (baixe gratuitamente 12 músicas em mp3 na minha página https://sondcloud.com/gadelha )

Desde já, agradecemos!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Avelino de Andrade (O Crooner de Ouro da PORTELA)



Avelino de Andrade (22/05/1927 - 07/11/1999)

Iniciou sua vida ouvindo sambas em sua casa, pois sua mãe, Menemozina de Andrade, Dona Zizina  d
esde cedo fazia um pagode no dia do seu aniversário, 2 de novembro, isto nos anos 30, em sua casa na estrada do Sapê.

Nestes pagodes marcavam presença Paulo da PORTELA, Xangô, Candeia pai e outros sambistas.  É pai do também compositor da PORTELA Celsinho de Andrade!
 
Chegou na PORTELA cedo, antes de Natal, e quando este assume fica sendo seu crooner predileto e ganha diversos carnavais.
 
Não só foi o defensor dos sambas de Waldir 59 e Candeia nas disputas de samba de enredo, assim como de outros compositores da Escola de Oswaldo Cruz.
 
Foi amigo de Zé Kéti e Walter Rosa, dos quais sabia todos os sambas, dizendo até que sabia como e porque foram feitos.
 
Foi o responsável pelo batizado do GRES União da Ilha do Governador pela PORTELA, pois frequentava com seu vizinho e amigo Bira os pagodes da escola insulana, onde o mesmo Bira era mestre-sala, quando lhe foi solicitado que falasse com Natal para batizar o Escola, conforme história contada por Paulo Amargoso em 2006 na final de samba da Ilha do Governador.

Foi também o primeiro a gravar Wilson Moreira no LP da PORTELA no final dos anos 50 e que abriu as portas para esse grande compositor, e Natal, logo depois faz o convite para que o mesmo fizesse parte da Ala de Compositores da PORTELA.
 
Uma das suas últimas conquistas foi trazer do Império Serrano o grande Osmar do Cavaco  para a nossa agremiação.
 
Por tudo isso o Russo (ex locutor da PORTELA) só o apresentava como o "Crooner de Ouro da Portela", foi também o último cronner a cantar na avenida e ter a primazia de ajudar a Escola a conquistar mais um título, o último sozinha, em 1970, onde esteve ladeado pelas vozes de Tarsila, Maninho, Abílio Martins, Paulinho da Viola e Leci Brandão.
 
Morreu em 07/11/1999.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece ao Compositor Celsinho de Andrade pelo belo texto!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Naldo

 
CPB: Nome e idade? 
 
Naldo: Ronaldo Soares (Naldo) 48 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você!
 
Naldo: Envolvido com samba enredo desde 1984, passagem por outras escolas de samba como São Clemente, Porto da Pedra, Unidos da Ponte e outras agremiações. Primeiro samba enredo campeão na Portela foi em 2002 parceria com David Corrêa e Grilo. Último samba campeão foi em 2012 parceria com Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo e Tuninho Nascimento. Sou Assistente Social e trabalho na emergência do Hospital do Andaraí.
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento?
 
Naldo: Um momento diferente, portelense com sede de vitória e sorriso no rosto.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Naldo: Comecei na São Clemente em 1984 com 7 sambas consagrados campeões por lá. Campeão pela Porto da Pedra em 2000 e 05 sambas campeões pela Portela. Passagem por algumas escolas consideradas pequenas e blocos como Simpatia é Quase Amor. Pela Portela estabeleci parcerias com grandes nomes como: Ary do Cavaco (falecido), Diogo Nogueira, Ciraninho, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Monarco, Mauro Diniz, Junior Escafura, Caixa D'Água, Paulo Aparício, Gilsinho, David Corrêa... e outros.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?
 
Naldo: Cartola, Candeia, Paulo da Portela, Jair do Cavaquinho... e outros.
 
CPB: Na elaboração de um samba, como você se define? É letrista, faz a música ou os dois?
 
Naldo: As coisas acontecem simultaneamente, as vezes um pouco mais de letra.
 
CPB: Como você chegou a PORTELA?
 
Naldo: Estou na Portela desde 1992, por incentivo próprio, em 2002 fui convidado pelo Davi Corrêa para uma parceria com Grilo. Samba consagrou-se campeão. Embora com passagem por outras escolas, a Portela sempre foi a minha escola de coração.
 
CPB: Desde quando você compõe? 
 
Naldo: Desde 1984.
 
CPB: O que você como antigo compositor portelense falaria com os jovens compositores da Escola?
 
Naldo: É uma casa de muito respeito e com grandes nomes do mundo do samba. Com respeito, ética e sabedoria... com certeza será futuramente um deles!!!
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Naldo: É ter felicidade azul e branca estampada no peito!!!
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Naldo: Sim. Um dia entender como funciona a arrecadação de direitos autorais dos compositores de escolas de samba.
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2014?
 
Naldo: Como já citado pela nove diretoria... muita ação, transparência, respeito e dedicação à escola e ao portelense.
 
Desde já, agradecemos!
 
Naldo: Eu que agradeço pela oportunidade. Parabéns pelo trabalho de vocês. Abraço à todos.