sexta-feira, 1 de março de 2013

PORTELA VERDADE



SÉRGIO PROCÓPIO

 (CHAPA PORTELA VERDADE)


ENTREVISTA ao COMPOSITORES DA PORTELA BLOG

Realizada em 27 de fevereiro de 2013

 
CPB - Quem é Serginho Procópio?
 
Sérgio Procópio: Sérgio Procópio é músico, compositor e o caçula da Velha Guarda Show da Portela. Filho de Osmar do Cavaco que também era músico e o cavaquinhista da Portela e da VGP por vários anos, com o falecimento de meu pai fui convidado pelos mestres Monarco e Casquinha a integrar tal grupo, fato que até hoje exerço com o maior carinho. Entrei para este grupo de bambas em 1999, mas desde pequeno sempre convivi com os bambas da Escola através de meu pai. Como músico já acompanhei diversos artistas da música nacional, e como compositor tenho mais de 200 músicas gravadas por grandes intérpretes. Tenho 45 anos e sou candidato a presidência da GRES PORTELA através da chapa PORTELA VERDADE.
 
CPB - Você participa da Velha Guarda da PORTELA a muito tempo e o que o levou para a vida política da Escola?
 
Sérgio Procópio: A decadência em que nossa Escola está passando, e a vergonhosa administração da atual gestão que faz com que os valores pessoais sejam mais fortes que os morais e até mesmo se colocando acima da própria Escola.
 
CPB - Um bom relacionamento entre uma Escola e a LIESA é fundamental. Nessa perspectiva, qual o seu posicionamento?
 
Sérgio Procópio: Tentaremos ter um bom relacionamento com a Liesa, utilizando, os recursos que ela nos disponibiliza de forma certa, investindo no barracão para que possamos realmente mostrar um carnaval que esteja de acordo com o que nos foi dado, apresentando na avenida um verdadeiro espetáculo digno de uma grande Escola fazendo com que o carnaval do Rio de Janeiro seja um carnaval elogiado. Pagando os funcionários corretamente e fazendo com que toda proposta creditada ao carnaval da escola esteja pronta antecipadamente. Assim temos a certeza de estar no caminho correto para um bom relacionamento.
 
CPB – Existe no BLOG, uma enquete sobre que tipo de Enredo o Portelense gostaria de levar para a Avenida em 2013! Qual a visão da PORTELA VERDADE com relação a um futuro Enredo?
 
Sérgio Procópio: Temos algumas opções, mas nada definido até porque só podemos pronunciá-lo após o resultado das eleições, temos recebido inúmeras propostas e abertos a novas.
 
CPB - A PORTELA hoje tem o seu Quadro de Sócios fechado e os portelenses hoje não participam das decisões políticas (voto); O que você pretende fazer em relação a isso?
 
Sérgio Procópio: Pretendemos abrir o quadro social da Escola, para que seja uma fonte de receita e para que aqueles que desejam fazer parte do processo político da escola, sócio contribuinte, sócio proprietário e sócio torcedor (que não terá direito a voto), sendo este último apenas como uma questão de marketing.
 
CPB – Ainda com relação ao sócio, na gestão da PORTELA VERDADE, o portelense terá oportunidade de ser, efetivamente, sócio da Escola? Noutras palavras, o Quadro de Sócios estará sempre aberto, como é a vontade do torcedor Portelense?
 
Sérgio Procópio: Sim.
 
CPB – Nossa Escola Mirim, a Filhos da Águia, como você a vê hoje, já que a PORTELA necessita de renovação.
 
Sérgio Procópio: Vejo que ali está o futuro da Portela! Queremos estreitar relações com os "Filhos da Águia", reforçar, nos jovens, os valores da cultura afro-brasileira e, especialmente, do samba carioca. Promover o surgimento e o desenvolvimento de novos sambistas para a Portela e formar jovens para as atividades profissionais ligadas as artes carnavalescas.
 
CPB – A PORTELA possui a Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba, que não só participam de nossas concorridas Eliminatórias, mas em diversos eventos no ano todo! Você pretende reviver belos eventos como SAMBA DE TERREIRO e SAMBA DE QUADRA?
 
Sérgio Procópio: Com certeza, vemos que hoje em dia a nossa Ala de Compositores só se movimenta nas disputas de samba enredo, e depois fica praticamente parada durante todo o restante do ano. Queremos movimentar mais essa Ala com mais eventos até mesmo para a manutenção da mesma e realizar festivais.
 
CPB – Com toda a sua experiência no assunto, como você vê, hoje, o Concurso de Samba-Enredo na PORTELA? Você pretende mudar algum detalhe?
 
Sérgio Procópio: Não gosto desse processo de escolha, vou me reunir com os Compositores e assim achar um termo que seja bom para eles e para a Escola (tipo dia da semana e horário). Escolher realmente o melhor samba e não o de melhor torcida. Reconhecer o direito dos compositores à totalidade da arrecadação referente ao samba, apenas retirando uma pequena porcentagem ao segundo e terceiro lugar na disputa. Colocar apenas jurados que realmente entendam do assunto para o julgamento, pois muitas das vezes já saímos derrotados para o desfile desde o dia da escolha do samba.
 
CPB – Como sempre mencionamos, a PORTELA possui uma “VELHA” e JOVEM GUARDA de Compositores. O Portelense poderá contar novamente com belos sambas de Noca, Davi Correa, Darcy Maravilha e Monarco, por exemplos, e hoje afastados dos Concursos?
 
Sérgio Procópio: Queremos que todos aqueles que se sentirem a vontade e estiverem de coração aberto voltem e escrevam samba na Portela, pois faço questão de frisar O MAIS IMPORTANTE SERÁ A OBRA, que irá nos guiar ao título na Sapucaí.
 
CPB - Como você analisa hoje em dia, alguns segmentos importantes da nossa Escola, como a harmonia, alegoria e adereços, puxador, casal de mestre-sala e porta-bandeira e que perspectivas sobre eles a PORTELA VERDADE apresenta?
 
Sérgio Procópio: Vejo que alguns segmentos precisam ser reorganizados, vide as notas do ultimo carnaval, os fatos valem mais que os argumentos, o que precisar de substituição será substituído.
 
CPB - Como a PORTELA VERDADE irá conduzir a preparação do Carnaval - Comissão de Carnaval ou Carnavalesco?
 
Sérgio Procópio: Para se chegar a vencer o carnaval hoje em dia é preciso humildade e saber trabalhar em grupo e todo profissional que tiver esse pensamento será bem vindo a Portela, uma Comissão não sei se é o nome certo, mas uma equipe me soa melhor, juntamente ao carnavalesco.
 
CPB - Com as eleições na Portela ocorrendo em Maio, teremos um tempo mínimo para organizar todo o carnaval como, a disputa de samba de enredo, elaboração da sinopse para os compositores e mais todo o trabalho de barracão. Como a chapa PORTELA VERDADE pretende lidar com o tempo de que irá dispor?
 
Sérgio Procópio: Teremos que ser rápidos, mas sempre tentando os melhores profissionais, temos nossas diretrizes para o carnaval e devemos aproveitar o tempo de forma ordeira.
 
CPB – Barracão tem sido, ultimamente, nosso grande problema. Existe algum planejamento quanto a uma nova estrutura? Que mudanças iniciais a PORTELA VERDADE pretende realizar?
 
Sérgio Procópio: A plástica do desfile tem sido nosso pior pesadelo nos últimos anos, pretendemos buscar os melhores profissionais disponíveis no mercado garantindo a formação de uma equipe de carnaval reconhecida, garantir investimentos para os quesitos "plásticos", garantir o cumprimento do cronograma de trabalho, evitando os constantes atrasos que atrapalham a qualidade de execução do carnaval e aumentam os custos e honrar os compromissos trabalhistas e melhorar as condições de trabalho dos funcionários do barracão. 
 
CPB - Sérgio, parceias são vitais para qualquer empreendimento. A PORTELA VERDADE pretende realizar um trabalho com novos parceiros e trazer novos empreendimentos para a Escola?
 
Sérgio Procópio: Claro isso é primordial para realização do nosso carnaval e para gestão da marca PORTELA.
 
CPB - O nome PORTELA é muito forte. A nossa Escola partirá, definitivamente, para um trabalho com marketing ostensivo, contratando para isso alguma empresa especializada ou a PORTELA VERDADE tem outra alternativa nesse assunto?
 
Sérgio Procópio: Queremos um trabalho com marketing ostensivo com profissionais especializados para alavancar a marca PORTELA, o licenciamento e gestão da marca PORTELA, o Programa sócio-torcedor com abrangência nacional, a rentabilização da quadra de ensaios, estreitar o relacionamento com a comunidade (empresas do bairro/região,moradores e etc) e estreitar e fortalecer parcerias com as instituições públicas e privadas. Isso faz parte do nosso projeto de marketing!
 
CPB - Para terminar, qual a sua mensagem para os portelenses? O que podem esperar da PORTELA VERDADE? Podem renovar esperanças numa PORTELA vitoriosa?
 
Sérgio Procópio:
 
A TODO PORTELENSE QUERIA PEDIR QUE ACREDITE EM NÓS E EM QUE ESTAMOS FOCADOS A REALIZAR, POIS ESTAMOS CANSADOS DE JÁ CHEGAR NA AVENIDA PARA O DESFILE DERROTADOS E DESACREDITADOS.
 
ESSA ATUAL ADMINISTRAÇÃO TEVE 9 ANOS DE OPORTUNIDADES E NADA FIZERAM DE CONCRETO, A NÃO SER NOS PROPICIAR AS PÉSSIMAS COLOCAÇÕES NOS DESFILES, É HORA DE NOS REERGUERMOS E DE RENOVARMOS AS ESPERANÇAS!  
 
NÃO DESCANSAREMOS ENQUANTO NÃO APRESENTARMOS UM CARNAVAL QUE NOS CREDITE A VOLTAR A DIZER "É CAMPEÃO" OU BEM PRÓXIMO DISSO. 
 
SOMOS PORTELENSES, LUTADORES E GUERREIROS E A BATALHA TÁ SÓ COMEÇANDO. 
 
ABRAÇOS A TODOS E QUE DEUS NOS ABENÇOE.
SERGINHO PROCÓPIO 
 
CPB - O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece a você, Sérgio, pela gentileza em participar de mais uma Entrevista!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Alvaiade

 

Desde quando você está metido em samba?

Alvaiade: Desde 1928. Naquela época, o Paulo da Portela morava na Estrada da Portela, 276, que era um correr de casas que tinha o apelido de barra preta. Eu morava na Rua B, em Oswaldo Cruz, e tinha um bloco carnavalesco por lá. E o Paulo me convidou para a Portela.

O seu bloco era grande?

Alvaiade: Pequeno. Éramos eu, o falecido Brasileiro, o Zé Cachacinha, o Alvarenga, um grupo pequeno. O Alvarenga já pertencia à Portela antes de mim.

Como é o seu nome, Alvaiade?

Alvaiade: Oswaldo dos Santos. Nasci a 21 de novembro de 1913, aqui na Estrada da Portela.

Quando você entrou pra Portela já era compositor?

Alvaiade: Não, eu acompanhava o pessoal, fazia um centro no cavaquinho, cantava, etc. Depois é que eu comecei a fazer música.

Qual foi a primeira vez que você saiu na Portela já era pra desfilar na Praça Onze?

Alvaiade:  Não. A primeira vez foi para participar de uma roda de samba em Bento Ribeiro, na casa do Paulo de Bento Ribeiro. Aliás, a razão do Paulo da Portela ganhar esse nome foi por causa do Paulo de Bento Ribeiro, que também era do samba.

Como é que o Paulo da Portela tratava os mais novos como você?

Alvaiade: O Paulo era uma figura humana fora de série. E muito observador. Eu era muito garoto naquela época e ele chegava até a me entregar certas responsabilidades dentro da escola, como a de substituí-lo de vez em quando, na sua ausência. Quando ele ia pra Sào Paulo, mais tarde, com o Cartola e o Heitor dos Prazeres, quem preparava a escola era eu, como chefe interino, além do Ventura e o Alcides, que eram os diretores de harmonia. Quando ele chegava era só pra comandar a escola.

Ele chegou até a apontar você como substituto dele, não foi?

Alvaiade: Foi. Ele sempre dizia aos visitantes que iam à Portela: “Esse é o pequeno que me substitui”. Aquilo me dava muito entusiasmo. Minha prova de fogo foi em 1934. Foi uma festa na Portela e recebemos a visita de uns doutores, coisa muito rara na época numa escola de samba. E fui eu quem recebeu o pessoal. Depois foi num batismo de uma escola de samba lá no Botija. Fui incluído na delegação da Portela, mas como um simples integrante. Quando saltamos do bonde, o Cláudio de Quintino me falou: “Olha Alvaiade, o Paulo disse pra você fazer a cerimônia”. Aí, tomei as medidas. Formei a rapaziada, tiramos um samba quando chegamos, houve aquela troca de gentilezas, aquela coisa toda. Eu sei que fui bem, pois o Cláudio de Quintino me deu os parabéns depois.

O Paulo era um boa praça, mas era muito exigente também, não é isso? Principalmente com a roupa.

Alvaiade: É verdade. Ninguém podia se apresentar com chinelo charlote porque o Paulo não gostava. O pessoal do Estácio, por exemplo – e isso não é querer falar mal, mas falar a verdade – apresentava-se muito bem, com ternos caríssimos. Mas de chinelo charlote e lenço no pescoço. O pessoal da Portela não. A gente tinha que andar de sapato e gravata. O Paulo dizia assim: “Quero todo mundo com o pé ocupado e pescoço também”. Quer dizer: sapato e gravata. Por sorte, a nossa rapaziada quase não bebia. A gente era diferente das outras escolas.

Como é que foi a briga do Paulo com a Portela?

Alvaiade: Nessa época – foi no carnaval de 1940 – eu estava chefiando a escola no lugar do Paulo, que estava em São Paulo, com o Cartola e o Heitor dos Prazeres. Ele chegou na hora em que a escola estava formada pra desfilar na Praça Onze e queria que os companheiros dele desfilassem também. Mas o problema é que eles estavam com uma fantasia preta e branca e o pessoal da diretoria achou que não era direito. Se o Paulo quisesse desfilar, tudo bem. Mas seus companheiros é que não podiam.

Toda a diretoria pensava assim?

Alvaiade: Toda. Ainda dissemos pra ele que os companheiros dele podiam entrar na escola, mas só depois que passassem pela comissão julgadora. Chamamos o Manoel Bam Bam Bam e ele repetiu para o Paulo a mesma coisa. Aí o Paulo disse: “Se eles não podem entrar, eu também não entro”. O Manoel Bam Bam Bam levantou a corda – naquela época as escolas desfilavam com corda - e falou: “Então você não desfila, pode sair”. O Paulo saiu e nunca mais desfilou pela Portela.

Mas ele nem visitava a escola?

Alvaiade: Oito dias depois, a gente estava comemorando a vitória da Portela lá na sede. E o Paulo apareceu com o Pessoal da Mangueira. Me lembro que ele estava com o Cartola e o Chico Porrão. Ele estava esquisito, de um jeito que eu nunca tinha visto assim. Acho que tinha tomado umas e outras, que ele não era de beber. Eu sei que chegou na Portela, trepou na mesa e começou a fazer um discurso: “Vocês crianças, vocês ursos”, não sei o que, falando coisas que não eram do feitio dele. Até os parentes dele ficaram revoltados com a situação. Eu ainda pedi a palavra tentando contornar o problema, mas havia uma grande revolta. Saímos Dalí e fomos para uma área, onde é hoje o botequim do Nozinho, irmão do Natal, e o Paulo puxou um samba da Mangueira: “Vou partir sem briga” e não sei o que mais. Eu aí, puxei um samba assim:

“Seja feliz com seu novo amor
Porque eu vou procurar o meu bem estar

Pode arranjar quem você quiser
Só peço pra de mim esquecer, mulher”

É um samba do Mijinha, o autor de “Sentimento”, que o Paulinho da Viola gravou. Mas o ambiente não estava bom não. E o pessoal da Mangueira percebeu isso. Me lembro até que o Chico Porrão falou assim pra mim: “Alvaiade, eu não tenho um alfinete pra me defender”. Eu falei pra ele assim: “Não tem nada não, aqui você está como se estivesse em sua própria casa”. Mandei um componente da Portela ir até Madureira buscar um carro, mas naquela altura tinha gente afim de pegar alguém, não sei se o Paulo ou o pessoal da Mangueira. Quando o carro chegou, botei a rapaziada lá dentro e fui em pé, no estribo, até lá fora protegendo eles. Na volta, veio uma porção de gente em cima de mim me espinafrar porque eu protegi o pessoal. O Paulo saiu e a Portela passou sete anos ganhando os desfiles na Praça Onze. Ele nunca se esqueceu da Portela. Muitas vezes, a gente ficava conversando em cima da ponte de Oswaldo Cruz e ele perguntando como é que ia o negócio, aquelas coisas. Ele estava na escola de samba Lira do Amor, mas não esquecia a nossa escola. No ano que ele ia voltar, morreu.

Você chamava o Paulo de você ou de senhor?

Alvaiade: Você mesmo. Era o Mano Paulo.

Havia muita gente na Portela no início da escola?

Alvaiade: Não. Houve um ano - não sei se 1931 ou 32, não me lembro - que aconteceu um negócio que nunca mais esqueci. Nós íamos descer pra desfilar na Praça Onze e fomos pegar o trem na estação de Dona Clara. O Rufino, que era o tesoureiro, pagou 90 passagens. E se queixou: “Meu Deus, isso não é mais uma escola de samba, é um rancho. Nunca vi tanta gente numa escola de samba”.

É verdade que no início eram homens que desfilavam de baianas?

Alvaiade: É. Nós não tínhamos baianas no início. Quem saía de baiana era o Caludionor, o Boaventura, o Manoel Bam Bam Bam, o Antônio Mestre Sala e outros. Era um grupo de homens que saía de baiana.

Não tinha mulher na Portela?

Alvaiade: Tinha. Não saíam de baiana. Quando a gente ia, por exemplo, a uma batalha de confete, o próprio Paulo ia de casa em casa pedir consentimento às famílias para levar suas moças com a escola. Depois entregava todas elas em suas casa. Éramos uma família.

Mas havia aquele negócio de que sambista era sinônimo de marginal.

Alvaiade: Havia. Inclusive falavam isso da Portela, que é uma escola da Planície. Mas conosco não havia problema.

Você se lembra dos seus primeiros sambas para a Portela? 

Alvaiade: Mais ou menos, acho que era um assim:

"Meu amor
Não me maltrate assim
Meu bem
Não sei que mal eu fiz
Agora sei que me odeias
Mas algum dia
Ainda espero ser feliz"

Me lembro de outro também que fiz baseado nos vendedores que corriam os trens vendendo tudo. Bala, Jornal, etc. Conhecia até alguns pelo nome, como o Cheiroso. Era assim:

"Baleiro Balas a dez, um tostão
Queijeiro Queijo de Minas é bom
Jornaleiro
Meu Deus do Céu que moçada
Ele vem gritando
Diário da noite Olha o Globo e Vanguarda
Chegou o Cheiroso
Tem a descrição encerrada"

Além de dirigente da escola, o Manoel Bam Bam Bam também foi mestre sala, não é isso?

Alvaiade: Ele foi o primeiro mestre sala da escola. Foi mestre sala por 24 anos. A primeira porta bandeira foi a falecida Braulina.

Qual foi a primeira vez que a Portela desfilou na Praça Onze cantando um samba seu?

Alvaiade: Foi em 1934, mais ou menos.

"Eu só queria saber
Porque és tão fingida assim

Deves bem compreender
Ora meu bem

Eu só amo você
A mais ninguém"

Aí o pessoal fazia o improviso. Naquele tempo não havia segunda parte feita. Havia os versantes, como o João da Gente, que até foi apelidado de Gogó de Ouro. O Claudiono, o Ventura também eram grandes improvisadores e geralmente era o pessoal da direção de harmonia quem fazia isso. O Caludionor e o Ventura eram da Harmonia.

Você também foi diretor de harmonia?

Alvaiade: Eu fui chefe de conjunto quase vinte anos. E dentro dessa função eu fazia tudo. O chefe de conjunto era responsável pelos ensaios de um modo geral. Era uma espécie de diretor de harmonia. Tinha que ter noção de bateria, examinar vozes, isso tudo. Eu era o homem de sete instrumentos na Portela. Recebia visitas em nome da escola, visitava as co-irmãs, tudo isso eu fazia. E fazia discursos também.

O Paulo fazia discursos. Ele era bom orador?

Alvaiade: Puxa, ele tinha o dom da palavra. E era de uma gentileza de deixar todo mundo pasmado.

Naquele tempo que a Portela iniciava você já era um camarada conhecido no meio do samba?

Alvaiade: Bem, o que me fez mais conhecido foi o futebol. Aliás, foi no futebol que ganhei esse apelido de Alvaiade. Joguei no infantil da Portela, depois passei para o segundo quadro e acabei no primeiro. Em 1935 eu estava jogando no primeiro time da Associação Atlética Portuguesa. Em samba eu aparecí mais por causa da minha função de organizador. Minha maior preocupação era lançar os novos compositores. Esses novos compositores são os velhos de hoje: o Manacéia, Walter Rosa, Candeia, Chico Santana e muitos outros.

Houve uma época que combinei com os compositores que cada um só podia lançar duas músicas por ano. Todo mundo cumpriu. Mas houve um ano que o Chico Santana encontrou comigo na padaria e me trouxe um problema. Ele já tinha apresentado os seus dois sambas, mas tinha um terceiro que não queria deixar de lado. Me cantou o samba e eu gostei. Fiquei em dúvida e acabei quebrando o protocolo. Afinal, ele podia morrer, ou eu, e o samba ficaria esquecido. Hoje o samba é considerado, oficialmente, o hino oficial da Portela.

"Portela Suas cores tem

Na bandeira do Brasil
E no céu também

Avante portelense

Para a vitória

Não vê que seu passado

É cheio de glória

Eu tenho saudade

Desperta, oh grande mocidade
"

Nos primeiros tempos, onde era mesmo a sede da Portela?

Alvaiade: Ora, a sede. A sede? Bem, às vezes a Portela ensaiava na casa do Benício. No carnaval saia da casa do Caetano ou da casa do Rufino. Mais tarde é que alugamos uma casa na Estrada da Portela, onde é hoje o bar do Nozinho. Tinha uns 20 metros quadrados e era ali que a gente ensaiava.

E a famosa jaqueira da Portela?

Alvaiade: Era num terreiro na esquina da Estrada da Portela com a Rua Joaquim Teixeira. De fato, o pessoal ia pra ali, agora eu me lembro, ali onde é o bar do Nozinho tinha uma jaqueira sim.

Depois do Manoel Bam Bam Bam, quem ficou de mestre sala na Portela?

Alvaiade: O Antônio, que também ficou muito tempo. Aliás, tanto o Antônio quanto o Manoel já são falecidos. Depois dos dois, apareceram outros, mas não ficaram muito tempo não.

Entrevista concedida quando do encarte do Disco "História das Escolas de Samba - Vol. 2)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Casquinha

 
CPB: Nome e idade?
 
Otto Enrique Trepte (Casquinha da Portela).

CPB: Fale um pouco sobre você!
 
Sou uma pessoa normal, tranquilo e que acima de tudo ama o samba de raíz.

CPB: Como você chegou à Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba?
 
Jogando futebol. Meus amigos me chamaram para ir até a Portela e desde esse dia nunca mais eu parei de compor.

CPB: Desde quando você compõe?
 
Desde a juventude.

CPB: O que você falaria para um Compositor que está chegando agora à PORTELA?
 
Se ele fosse portelense de coração, procure fazer belos sambas para nossa amada Portela.

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?
 
Primeiramente o grande mano Candeia com quem tive o privilégio de compor belos sambas e de conviver como amigo, o grande Zé Keti, o mestre Cartola, o grande Nelson Cavaquinho e o grande Padeirinho da Mangueira.

CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA!
 
Nos reuníamos no muro da Estação de Osvaldo Cruz aí resolvemos formar um grupo, Os Mensageiros do Samba e daí fui parar na Velha Guarda da Portela.

CPB: O que é ser PORTELA?
 
É tudo! Em minhas veias corre o sangue azul e branco da Portela, que é tudo em minha vida!

CPB: Como você vê atualmente o verdadeiro samba no seu amplo sentido? Ainda há?
 
Vejo que graças a Deus o samba caiu no gosto popular e todas as classes sociais aderiram a esse ritmo que traz alegria de viver e sendo assim, as novas gerações de sambistas estão lenvando a bandeira do samba de raíz com muita devoção.

CPB: Nos eventos de Sambas-Enredo da PORTELA, mesmo não concorrendo, como você vê os resultados obtidos?
 
Eu atualmente estou afastado e não saberia lhe responder com exatidão, porém tenho visto grandes disputas e grandes letras de sambas que concorrem e acredito eu estão surgindo grandes compositores que, com certeza, continuarão fazendo brilhar a nossa querida e amada Portela!
 
Desde já, agradecemos e PARABÉNS pelo seu dia!

domingo, 4 de novembro de 2012

Marsília

 
 
CPB: Nome e idade?
 
Marsilia Lopes, 78 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você!
 
Sou uma pessoa de hábitos simples, altruísta, sou família: Mãe e Avó. Sou amiga tenho alguns defeitos, mas muitas virtudes e graças a Deus sou querida no meio em que vivo seja no Samba ou no meio social.
 
CPB: Como você chegou à Majestade do Samba?
 
Através do meu Padrinho que era amigo do Paulo da Portela, e, me levava aos ensaios. Meu primeiro desfile foi A Volta Do Filho Pródigo no ano de 1951.
 
CPB: Como você se sente em ser o primeiro destaque feminino da PORTELA?
 
Extremamente honrada e é sempre uma imensa alegria fazer parte da escola do meu coração.
 
CPB: Você é considerada veterana em se tratando de PORTELA, o que você falaria para um novo valor que esteja chegando agora à PORTELA?
 
Tenham sempre humildade na frente de todas as virtudes. Nunca deixe o sucesso subir-lhes a cabeça. Respeitem sempre os ícones do mundo do samba.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?
 
São muitos, entretanto citarei apenas alguns: Seu Natal, Wilma Nascimento, Minha amiga Milú , Odila , Bolinha , Dona Dodô, Surica , Tia Doca e o grande amigo Ary do Cavaco , Monarco , Paulinho da Viola , Dona Ilma ... por aí vou viajando entre os trilhos do passado!
 
CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA!
 
No Samba nasci e me criei aprendi que é a forma de arte que expressa à liberdade da nossa história e cultua todo o nossos passos ancestrais. Além de nos formar como pessoas para a sociedade o samba foi e é o caminho pelo qual lutamos pela igualdade social, é a voz do morro, dos desfavorecidos é o grito que surge da periferia, ao longo do tempo tornou-se a maior expressão do Brasil mundo afora.
 
CPB: O que é ser PORTELA?
 
Ser Portela é ser Feliz, é ter sangue nobre, é amor, esperança e alegria de viver. Ser com Águia, ser guerreira! Procuro dar sempre o exemplo de, apesar da minha experiência e todo este tempo, estar motivada a carregar a bandeira do meu pavilhão e continuar desfilando na avenida com toda minha energia. Neste momento me renovo me sinto jovem, e por vezes, eterna como minha Portela!
 
CPB: Você tem algum sonho? Qual?
 
Como todo sonho é utopia e isto é uma singularidade de todo ser humano. Sonho em romper a barreira do tempo e espaço e sentir a mesma emoção que tive nos anos 1961, 1963 e especialmente (1964) a Portela sagrou-se Campeã do Carnaval com o Enredo “Casamento de Dom Pedro” onde composição foi de autoria de Antônio Alves que era meu Marido. Atualmente desejo que o mesmo possa acontecer com a Portela, pois meu filho integra o quadro de compositores da Majestade do Samba. Um sonho que tenho “Antes de Partir” simples assim: quero desfilar um samba composto por Neyzinho do Cavaco meu filho , ficaria com a sensação de dever cumprido no meio do samba.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG, parabeniza a esta grande personagem Portelense pelo seu aniversário!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Espanhol


CPB:  Nome e idade:

Juan:  Meu nome é Juan Antonio Álvarez Méndez, mas no mundo do samba sou conhecido como "Espanhol" e nasci em 26-08-1951.

CPB:  Fale um pouco sobre você!

Juan:  Nasci na Espanha e vim com 10 anos para o Brasil. Já torcia para a Portela antes de chegar neste país, pois meu pai mandava a cobertura dos carnavais através das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos e nossa escola andava em alta naquela época (final dos 50 e início dos 60).  Morei em Juiz de Fora até os 18 anos, quando vim para o Rio de Janeiro e fui morar com meus tios no Engenho de Dentro.

CPB:  Como você chegou a Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba?

Juan:  Já havia conquistado algumas vitórias no samba-enredo no GRES Arranco (onde também me orgulho de ser compositor), quando o então presidente da Portela (Carlinhos Maracanã) me convidou, junto com meu parceiro Sylvio Paulo a integrar a Ala de Compositores da Portela, no final dos anos 80. Em 1990, obtivemos a vitória em parceria com Cila da Portela no enredo "É de Ouro e Prata esse chão".

CPB:  Desde quando você compõe?

Juan:  Componho desde os 15 anos, participando de festivais escolares e universitários, até que em 83 ingressei na Ala de Compositores do Arranco, onde consegui minhas primeiras vitórias. 

CPB:  O que você falaria para um Compositor que está chegando à PORTELA?

Juan:  Que se orgulhe e respeite a escola com a maior história do Carnaval, aquela que foi fundada pelo sonho do mais nobre dentre os mais nobres bambas, Paulo Benjamim de Oliveira.

CPB:  Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?

Juan:  Tenho muitos...a começar pelo próprio Paulo da Portela. Cito ainda Cartola, Xangô, Fuleiro, Valdir 59. Dentre os compositores, Candeia, Martinho, Silas de Oliveira, Beto sem Braço, João Nogueira, David Corrêa e muitos outros....

CPB:  Conte-nos um pouco de sua experiência no samba!

Juan:  Iniciei minha carreira na época em que os concursos de samba eram mais puros, mais românticos, menos políticos. Esse novo caminho que as disputas utilizam, afastaram-me delas por discordar dos meios utilizados. Orgulho-me das vitórias conseguidas entre Arranco, Vai se Quiser, Portela e Unidos da Tijuca, que somadas chegam a 20. As derrotas daquela época não nos doíam, pois tínhamos a certeza de que havíamos perdido para sambas melhores. De uns anos pra cá, infelizmente, em nenhuma escola isso não pode ser afirmado (com raríssimas exceções).

Hoje, participo apenas de concursos onde os interesses ocultos ainda não chegaram, como os Concursos de Samba de Quadra da Light/Sessi/Globo Rio. Tanto eu com o Sylvio, Monarco com o Marquinhos do Pandeiro e o Noca com o Toninho Nascimento já conseguimos os primeiros lugares, representando nossa Portela.

E seguimos nos apresentando nas rodas de samba das quadras e esquinas da vida, mostrando o que mais gostamos de fazer....o samba.

CPB:  O que é ser PORTELA?

Juan:  Ser Portela é fazer parte da elite do samba. O orgulho de ser guiado por 21 estrelas. Uma escola que é guardada por Paulo, Natal, Clara, João Nogueira, Candeia, Alvaiade, Chico Santana, Ary do Cavaco e que ainda nos pode oferecer Dodô, Noca, Monarco, Valdir 59, Mijinha e David, é muito grande para o nosso pobre coração.

CPB:  Você tem algum sonho como Compositor?  Qual?

Juan:  O grande sonho do compositor é ter seu samba cantado pelo povo....não posso me queixar...quero seguir sonhando, compondo e cantando...

CPB:  No evento de Samba-Enredo da PORTELA para 2013, mesmo não concorrendo, como você está vendo o Concurso?

Juan:  Espero que em 2013, ocorra o mesmo que em 2012, ou seja, que vença o melhor. Foi muito bom ter assistido a isso, depois de alguns anos sem essa certeza.

Desde já, agradecemos!

Juan:  Os agradecimentos são meus. Sei o trabalho e a dedicação exigidos para manter um site, coluna ou espaço para falar da nossa mais pura e popular cultura. o nosso samba de cada dia.....

Abraços.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dinho Santiago


CPB: Nome e idade?

Jorge Luiz Santiago de Sá, 31 anos.

CPB: Fale um pouco sobre você!


Sou uma pessoa simples, sempre procurando aprender coisas novas,apaixonado por música e principalmente pelo Samba.  Percussionista e assistente de producão, sempre procurando viver da música.  Nasci e me criei em Madureira, nas ruas Silvio Tibiricá e Rua Guanabara.

CPB: Como você chegou à Velha Guarda da PORTELA?


Cheguei a Velha Guarda por convite do Mestre Monarco. Fui fazer um show com a Bateria da Portela  e nesse mesmo palco a Velha Guarda se apresentaria, sendo que o percussionista não tinha aparecido, o Mestre Monarco pediu ao Mestre Nilo Sergio que perguntasse se um dos ritmistas poderia acompanhar a Velha Guarda, fui indicado pelo Mestre Nilo.  Nesse mesmo show fui convidado para acompanhar a Velha Guarda da Portela.

CPB: Você pretende, futuramente, participar da Ala de Compositores da PORTELA?

Pretendo sim, um dia eu fico maduro o suficiente pra estar junto a esses grandes mestres que contam e encantam a nossa querida Portela.

CPB: Você é dos que chamamos da Jovem Guarda Portelense, o que você falaria para um novo valor que esteja chegando agora à PORTELA?

Estou trabalhando e me dedicando para ser considerado assim.  O que eu posso falar pra um novo valor é que ame a Portela como nossos mestres amam e exaltam, sempre mantendo as nossas raízes!!!

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?

Tenho muitos ídolos, mas o principais sem sombra de dúvidas são: Manacéa, Chico Sant`ana, Monarco e Paulinho da Viola!

CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA?

Ouço samba desde crianca com meu avô,fui me apaixonando,aos 13 anos comecei a tocar tantam nas brincadeiras de família,aos 15 comecei a tocar na noite e aos 15 comecei a tocar na noite,sempre procurando aprender outros instrumentos.Estou nessa caminhada com a Velha Guarda sendo músico desde de agosto de 2007.

CPB: O que é ser PORTELA?

Ser Portela é:  Amor, garra,dedicacão, respeito e sabedoria!!!  Portela é a minha vida!!

CPB: Você tem algum sonho? Qual?


Tenho sim! Poder passar o pouco que estou aprendendo pras criancas que estão chegando agora!  Poder ensinar os valores que venho aprendendo com a Velha Guarda!!

Obrigado por poder contar um pouco da minha história!


Abracos fortes a toda Família Portelense!!!
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DINHO SANTIAGO
(21)7887-0229
(21)7958-6695
ID: 55*91*2298

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PQD da PORTELA

CPB: Nome e idade?

Sandoval Mattos, 61 anos.

CPB: Fale um pouco sobre você!

Nascido em 16/10/1950 num lugarejo chamado Portela as margens do rio Paraiba do Sul no interior do estado do Rio de Janeiro, nunca poderia torcer por outra escola sem ser a nossa querida Portela. Compondo por vocação e procurando mostrar minha obra, embora não viva dela, sou técnico em refrigeração. Faço o que posso para divulgar o bom nome da nossa escola por todos os lugares onde ando, sou membro do conselho do centro cultural Cartola onde junto com Dona Dodô, Waldir 59 e Tia Surica zelamos pelos interesses do samba e é claro da Portela.

CPB: Como você chegou à Ala de Compositores mais importante do Mundo do Samba?

Em 2008 fui convidado para uma feijoada da Portela, lá conheci Serginho da Boina , Ricardo, Chico Português e tantos outros, senti que estava em casa me identificando com aqueles bambas e ingressei na Ala de Compositores, na qual tenho muito orgulho.

CPB: Desde quando você compõe?

Faço músicas desde 1962 sendo assim a 50 anos.

CPB: O que você falaria para um Compositor que está chegando agora à PORTELA?

Falaria do respeito que todos nós sentimos pelos pioneiros e que ele não se esquecesse nunca de quem colocou a nossa escola onde ela se encontra hoje em dia.

CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do Mundo do Samba?

Meus ídolos são: Waldir 59, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Candeia, Monarco , Cartola, Meriti, Silas de Oliveira, João Nogueira e outros.

CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no SAMBA!

Com mais de 400 músicas, frequento várias rodas de samba e sempre sou chamado chamado para cantar e mostrar meu trabalho. Também faço roteiros e apresentacões de shows.

CPB: O que é ser PORTELA?

Só deste jeito é a felicidade, ser Portela é ter qualidade.

CPB: Você tem algum sonho como Compositor? Qual?

Sim, mostrar meu trabalho e ser reconhecido por todo o pais.